miércoles, 31 de mayo de 2017

Misioneros de la Consolata en Asia

 
Asia en el XIII Capitulo General de los Misioneros de la Consolata


 Dos misioneros africanos, Tamrat Defar (tamratdefar@yahoo.co.uk), de Etiopia y Mathews Odhiambo (odhiambomath@gmail.com), del Kenia, presentan el Continente Asia en el Capitulo General de los Misioneros de la Consolata.
 

“El estilo que debe seguirse es el de la discreción. Para proclamar el Evangelio no se necesita gritar. La verdad tiene en sí misma algo evidente y no hay necesidad de afirmarse de un modo agresivo”.  


Decalogo de la nueva evangelización


Los obispos de Asia, en la X Asamblea General del 2012, en Vietnam,1 han asumido una especie de decálogo, que propone los principios básicos de una espiritualidad para los nuevos evangelizadores y para la nueva evangelización:
  1.  Encuentro personal con Cristo
  2. Pasión por la misión
  3. Centralidad del Reino de Dios
  4. Compromiso de hacer crecer la comunión
  5. Diálogo como estilo de vida y misión
  6. Presencia humilde
  7.  Evangelizadores proféticos
  8.  Solidarios con toda clase de victimas 
  9. Custodios de la naturaleza 
  10. Capaces de vivir la fe con coraje, hasta el martirio.

1 FABC X Assembly 2012, Final Message: FABC at forty years – Responding to the challenges of Asia – A new evangelization.

miércoles, 17 de mayo de 2017

A missão de Deus, missão de todos nos

DEUS VISITA E CONSOLA O POVO COM A LIBERTAÇÃO

A visita é um dado da nossa experiência humana. É um dado antropológico que se reveste de características particulares e de acordo com as culturas, povos e sociedades se converte em um fato cultural.

Todos os povos e cada pessoa têm experiências de visita.Também nós, nesta América pobre, índia-afro-latina, temos o nosso “jeito” de visitar e de acolher.
Podemos identificar uma multiplicidade de visitas: visitas sociais, políticas, de interesse econômico, religiosas, familiares, etc. Elas podem ser anunciadas, e portanto preparadas, ou de surpresa. As mesmas podem ser interesseiras ou gratuitas. Sempre será importante levar em conta os que visitam - pessoas individuais, representantes de instituições, grupos, famílias, comunidades ou tribos - e os que são visitados.
Aproveitamos agora para refletirmos sobre a riqueza sócio-cultural, espiritual e missionária da VISITA do Deus de Jesus Cristo.

VISITAS QUE ANUNCIAM E PREPARAM A VISITA

A visita assume uma importância singular na caminhada libertadora do Povo da Bíblia: nas “horas” de visita o Povo se consolava experimentando a presença compassiva e misericordiosa do Deus libertador e parava para celebrar a sua companhia, louvar, agradecer e invocar a suas bênçãos, tomando novo fôlego para continuar a caminhada da libertação.
O Deus dos nossos antepassados (cf. Ex 3,6) é um Deus que se faz presente e intervém na vida da humanidade através de sucessivas visitas ao seu povo ou a personagens representativos e privilegiados.
  • A visita de Deus fecunda a velhice estéril e multiplica a vida
“Javé visitou Sara”, mulher de Abraão nosso pai na fé (Gên 17, 4-6) e deu-lhe “motivo de riso”, tal como tinha prometido (cf. 17, 15-22).
  • A visita de Deus liberta os escravos e julga os opressores (Ex 3, 1-22)
“Javé, o Deus dos antepassados disse: Eu vim visitar vocês” para passar uma vistoria e “ver como estão tratando vocês aqui no Egito” (visita para inspecionar); “decidi tirar vocês da opressão egípcia e levá-los para uma terra onde corre leite e mel” (visita para libertar); mas como o opressor não facilitará a libertação de jeito nenhum o mesmo Deus disse “vou estender a mão e ferir o Egito e farei com que o povo (vocês) conquiste a simpatia dos egípcios, de modo que, ao partir, não saiam de mãos vazias” (visita de julgamento).
  • A visita de Deus devolve a esperança aos desanimados e a terra aos desterrados.
“Quando se completarem, para Babilônia, setenta anos eu visitarei vocês e cumprirei minhas promessas, trazendo-os de volta (Jr 29, 10). Esse povo do Exílio, sem segurança alguma, completamente indefeso, se apega em Deus e descobre que o mesmo Deus que o amou gratuitamente, que foi compassivo e misericordioso (Sl 25, 5-7; 145, 8-9; Lm 3, 22-23; Is 30, 15-18), continua sendo tal como era. Foi assim que confiou, esperou e captou a hora da nova visita.
Num mundo de ausência total, no meio de um povo desterrado, sem força e sem amigos, sem esperança humana, desprezado e humilhado, sem voz para fazer-se escutar e sem vontade de falar, manipulado e sem ilusões, abafado pelas estruturas econômicas e religiosas, chega a visita de Deus consolando “Consolai, consolai o meu povo diz o vosso Deus...” (Is 40,1), enchendo de palavra, com significado, o silêncio reinante no ambiente (v.9), anunciando o fim do castigo (v.2) e o começo da volta para a terra da liberdade (vv.3-5).

A VISITA DO EMANUEL

Todas as visitas de Deus nos tempos antigos, mediadas pelos seus enviados, preparavam a grande e definitiva visita, a visita pessoal, a visita do Emanuel, “que traduzido significa: ‘Deus está conosco” (Mt 1,23; cf. Is 7,14). Esta visita, anunciada e preparada com capricho, é realizada na plenitude dos tempos (Hb 1,1-4), quando “nos visita o Astro das alturas, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, para guiar nossos passos no caminho da paz” (Lc 1,78-79).Ele veio para ficar.
  • Preparação próxima: visita a Zacarias
O anjo de Deus visitou Zacarias, esposo da Isabel, os dois marcados pela esterilidade e a velhice; algum tempo depois Isabel ficou grávida e dizia: “Eis o que o Senhor fez por mim, no dia que ele se dignou tirar-me da humilhação pública!” (Lc 1,25). Deus “socorreu Israel, seu servo, lembrando de sua misericórdia”(1,54).
Terminou para Isabel o tempo da gravidez e ela deu a luz um filho e Zacarias profetizou dizendo: Deus VISITOU o seu povo (cf. Lc 2,57-80)
Os vizinhos e parentes interpretam o nascimento de João como fruto da misericórdia de Deus para com Isabel (1,58) e se alegraram com eles.
  • Preparação imediata: visita a Maria de Nazaré
Maria, uma mulher virgem, prometida em casamento a um homem chamado José recebe e acolhe a visita do mensageiro do Deus dos antepassados que entra na sua casa:saudando-a: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo (Lc. 1,26ss).
Ela reconhece a visita de Deus e, “cheia de graça”, profetiza em nome de todos os pobres da terra: “O Todo-Poderoso realizou grandes obras em meu favor e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração; dispersa os soberbos de coração; derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; despede os ricos de mãos vazias e aos famintos enche de bens (Lc 1,46).
A visita de Deus é fonte de consolação e misericórdia: gera alegria e auto-estima (sou importante para Deus!); enche de Espírito Santo (o outro Consolador); cobre com a força do Altíssimo (providencia permanente); tira o medo e as incertezas (Lc 1, 28-30); gera Jesus na carne humana (1,30-36); abre a pessoa para o Projeto de Deus (1,38); leva à santidade pela fé (1,42-44); gera profecia no coração e nos lábios (1,4655); joga no caminho do serviço e da missão (1,39ss); expressa a sua misericórdia de geração em geração (1,50.54s).
  • A “hora” da visita: é tempo de nascimento
Lucas anunciou: “graças ao coração misericordioso do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos visitará” (Lc 1, 78) e Pablo conformou: “quando chegou a plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher (Gal 4,4). É, então, tempo de ConSOLação: estamos-com o Sol que aquece, vivifica, ilumina, purifica e fortalece.
  • Durante a visita: tempo de missão
A vida de Jesus - sua palavra e atividade libertadora, sua paixão, morte e ressurreição - é a grande visita que revela a misericórdia do Deus que vem salvar o seu povo. Essa visita é caracterizada pela manifestação do amor compassivo e misericordioso que atende os mais pobres, os pecadores e os não violentos.
Ele inaugura oficialmente a sua visita lá na Sinagoga de Nazaré, atualizando as profecias
(cf. Is 61,1ss; 58,6) e desatando um processo novo: processo de Consolação-Libertaçào-Consolação, não mais referido ao futuro (o fim do mundo) já que é no “hoje” que as Escrituras se cumprem (cf. Lc 4,14-30).
Para a oração e reflexão pessoal ou grupal

  1. Todo tempo è tempo de advento e de missão, como podemos, inspirados nas visitas de Deus, ser missionários de coração compassivo a atuação misericordiosa, ministros da Consolação-Libertação entre os “aflitos” da terra?
  2. Deus continua visitando, consolando e libertando o seu povo em escravidão, a través de nós, missionários/as. Você está disposto a se tornar hospede na casa dos outros, diferentes, a sair e ir além das suas fronteiras?

    Pinturas: Carlos Alberto Zuluaga (CAZ), imc

miércoles, 10 de mayo de 2017

Voces desde la amazonìa



QUERIDOS HERMANAS Y HERMANOS DEL COMITÉ EJECUTIVO AMPLIADO

MIL GRACIAS POR UNA PROFUNDA, SIGNIFICATIVA, DESAFIANTE Y ESPERANZADORA REUNIÓN DEL DÍA DE AYER. SEGUIMOS DANDO PASOS CON FIRMEZA EN MEDIO DE NUESTRA FRAGILIDAD, LA VIDA DE LOS TERRITORIOS Y LOS PUEBLOS NOS SIGUE CONFRONTANDO A TRATAR DE SEGUIR EL CAMINO QUE NOS VA REVELANDO EL ESPÍRITU, Y TODOS SEGUIMOS CRECIENDO COMO REPAM EN SUS DISTINTAS EXPRESIONES Y SEGÚN "TIEMPOS, LUGARES Y PERSONAS".

Y AUNQUE ESPERAMOS ENVIAR PRONTO LA MEMORIA, LES ANIMAMOS A ESCUCHAR TODO LO ACONTECIDO EN LA REUNIÓN EN EL SIGUIENTE ENLACE:
Descargar enlace de la grabación:

SOBRE TODO ES IMPORTANTE ATENDER A LAS FECHAS CLAVE DURANTE EL AÑO.


Secretaría Ejecutiva

martes, 28 de febrero de 2017

La Palabra sigue caminando

PRIMER ENCUENTRO IBEROAMERICANO DE TEOLOGÍA 


DECLARACIÓN DE BOSTON

VV.AA. Durante varios días, teólogas y teólogos católicos de Iberoamérica nos reunimos en Boston, Estados Unidos de América, con espíritu ecuménico, interreligioso, intercultural, integrador y solidario. La vocación eclesial nos lleva a pensar, investigar, aprender, enseñar y comunicar la riqueza de la fe cristiana en la Iglesia y la sociedad. Compartimos la vida, la oración, la Eucaristía, la reflexión y el diálogo para hacer un discernimiento en común de los nuevos signos de los tiempos de nuestra época. Ahora queremos compartir algunos frutos de nuestro trabajo con la comunidad eclesial y el público en general.
Reconocemos, con gozo y alegría, que vivimos un momento favorable en el desarrollo de la teología y, en general, en la vida de la Iglesia. Creemos que vivimos un kairós eclesial a partir de los procesos iniciados por el obispo de Roma, Francisco, primer pontífice proveniente de América Latina. Sus impulsos de renovación evangélica, expresados en la necesidad de una reforma, tanto de las mentalidades como de las estructuras de la institución eclesial, en perspectiva sinodal, nos animan a preguntarnos por dónde pasa Dios hoy en nuestra historia y qué realidades se le oponen. Nuestro discernimiento nos ha permitido descubrir aquellos rasgos y signos de una historia común, desde donde queremos mirar los desafíos presentes y futuros de esta época global en la que vivimos. Así, enfatizamos la importancia de mirar, desde la Palabra de Dios leída en la Iglesia, la situación sociopolítica y económica de nuestros países, concibiéndola como un lugar teológico fundamental, en el que la Iglesia está llamada a insertarse para acompañar, como Pueblo Dios, a los pueblos de este mundo.
Por ello, queremos discernir nuestra presencia como creyentes a partir de la cuestión social de esta época, caracterizada, en lo socioeconómico, por la existencia de relaciones y sistemas de exclusión e inequidad, en lo sociocultural, por la necesidad de ir de lo pluricultural a lo intercultural, y, en lo sociopolítico, por la urgencia de consolidar el sistema democrático y las formas emergentes de la sociedad civil que propongan una mirada más humana de este mundo. En este marco reafirmamos nuestra opción por los pobres y excluidos.
América Latina y el Caribe no es la región más pobre en términos económicos, pero sigue siendo la más desigual. La causa no está ni en la renta ni en la herencia, como en Europa o Estados Unidos, sino en una distribución desigual de los ingresos y las oportunidades, incluyendo la inequitativa propiedad privada concentrada de la tierra, que genera riqueza para unos pocos y pobreza para muchos. Urge pues, una teología profética que desacralice falsos dioses. No podemos dejar de denunciar las causas económicas y culturales de la pobreza, y debemos estar atentos a las mediaciones sociopolíticas que se implementen para su superación. Una teología profética inculturada supone preguntarnos desde dónde hacemos teología, y de qué lado social nos ubicamos para comprender la realidad. Para ello, es necesario un discernimiento crítico de los nuevos estilos “de corte neopopulista” (DA 74) que emergen por vía democrática en distintos países de América.
En este sentido, nos hemos preguntado por el servicio que presta la teología pensada, dicha y escrita en castellano o español -en el marco de los idiomas iberoamericanos y de todas las lenguas de América que comunican el Evangelio- a la comunidad eclesial y, especialmente, al magisterio universal, junto con la concepción o el modelo del misterio de la Iglesia que le caracteriza y sustenta. Reconocemos la importancia numérica y sociocultural del uso del español en el catolicismo mundial actual. Nuestro trabajo conjunto ha confirmado la necesidad de acrecentar los vínculos personales e institucionales entre teólogas y teólogos latinoamericanos de habla española y portuguesa, españoles de lengua castellana y latinos de Norteamérica. Promovemos una teología teologal e histórica que salga a dialogar con las cuestiones que conciernen al contexto sociocultural y eclesial ibero-latino-americano.
Movidos por el Espíritu que actúa desde los márgenes de la Iglesia y el reverso de la historia, creemos que las periferias son lugares teológicos que obligan a la teología a preguntarse: ¿Cuándo un pueblo es católico: cuando tiene muchos templos o cuando tiene poca pobreza? Como consecuencia, ratificamos nuestro compromiso ineludible con las hermanas y los hermanos en las periferias de la sociedad, azotados por la pobreza y diversas formas de exclusión social, económica, política y eclesial, que llama, con urgencia, a luchar por su mayor inclusión e integración. Esto exige una mayor fidelidad de la institución eclesiástica a Jesús de Nazaret, Mesías liberador, Señor de la historia e Hijo de Dios. Reconocemos que la pobreza injusta mata porque genera formas de muerte prematura que debemos rechazar. Somos creyentes que apostamos por la puesta en práctica de la misericordia con justicia. Nuestra opción por los pobres se inserta en la memoria de la sangre de los mártires de América, celebrando su vida y recordando que su entrega por el Pueblo de Dios es luz que ilumina nuestro quehacer teológico.
Ante la gravedad de este momento histórico que clama por una presencia más viva en medio de nuestras comunidades, afirmamos la urgencia de colaborar con la pastoral y la teología del papa Francisco. Apoyamos una teología que se hace cargo de los conflictos y transita por las periferias. Al igual que los pastores, los teólogos hemos de oler a pueblo y a calle, por lo que creemos en la necesidad de sanar la deuda pastoral que la teología profesional tiene aún con nuestros pueblos pobres. En este contexto, la teología debe impregnarse de una misericordia que se nutra en el Evangelio y que promueva una Iglesia pobre y para los pobres, donde ellos sean sujetos de su propia historia, y nunca objetos de manipulaciones ideológicas, de cualquier orden. Los pobres, muchas veces víctimas de la violencia, han de ser para nosotros lugares teológicos privilegiados, por lo que nuestro compromiso no sólo ha de ser el de acompañarles, sino el de dejarnos evangelizar y transformar por ellos, en un proceso continuo de conversión pastoral y misionera.
Reconocemos que los procesos de globalización han permitido una mayor interdependencia e intercambio entre personas y pueblos remotos. Sin embargo, también vemos cómo hoy padecemos sus efectos socioculturales. Por ello, observamos con perplejidad la globalización de la indiferencia y de la indolencia. Dedicamos especial atención a los fenómenos de las migraciones, la precarización del empleo y la falta de oportunidades engendrados por sistemas que no asumen la causa de los pobres, ni los consideran sujetos de sus propios procesos. Hemos entrado en una nueva etapa mundial que algunos denominan como desglobalización caracterizada por la inhabilidad de relacionarnos como sujetos, de tú a tú, en relaciones humanizadoras recíprocas.
Creemos que los migrantes son un gran signo de nuestro tiempo. En ellos, los cristianos estamos llamados a reconocer el rostro y la voz de Jesús (Mt 25,35) y responder desde las siguientes claves: la afirmación de la dignidad de todo ser humano, la promoción de una «cultura del encuentro», la práctica de la fraternidad, la hospitalidad y la compasión. Las migraciones nos invitan a construir procesos de interculturalidad como elemento clave de nuestra reflexión teológica. La presencia de múltiples culturas en nuestros países exige el profundo reconocimiento de la alteridad, abrazando con amor las riquezas que nos regalan nuestras diferencias y ampliando permanentemente el horizonte de nuestras teologías. Esto supone un aprendizaje recíproco en las experiencias diarias y exige la disponibilidad constante al cambio de mentalidad a partir de nuestra inserción en el mundo de vida de los pobres.
Nuestras prácticas no pueden seguir reproduciendo formas de dominación, como aquellas marcadas por el clericalismo que no respeta a laicos y laicas. Las rigideces institucionales no ofrecen la imagen misericordiosa del Dios de Jesús y frenan los procesos necesarios de conversión pastoral de la iglesia. A este respecto corresponde destacar el valor de las nuevas teologías contextuales, como las hechas por mujeres, indígenas y afroamericanos, entre otras, que muestran sujetos que han sido marginados de la vida social y eclesial. Su compromiso por la liberación de nuestros hermanos, víctimas de marginación, ha puesto particular énfasis en las luchas y los sufrimientos que han padecido. Así, destacamos la labor hecha por las teólogas que nos invitan a mirar, con un mayor compromiso, la naturaleza y las causas de la opresión de las mujeres, permitiendo así una concepción más adecuada del tipo de transformaciones que nuestras sociedades requieren para un desarrollo pleno y auténticamente cristiano de todos.
Destacamos las contribuciones de la teología latina en los Estados Unidos, como una forma de pensar la opción preferencial por los pobres y la defensa de la identidad religiosa y cultural de las comunidades latinas que son discriminadas, muchas veces, no sólo en la sociedad sino también en espacios eclesiales. Recogiendo las contribuciones de la teología latinoamericana, esta teología ha sabido prestar atención a temas claves de la experiencia de latinas y latinos en los Estados Unidos, destacándose el mestizaje, la religiosidad popular, en particular en sus expresiones marianas, y la experiencia de lo cotidiano. Creemos que, sólo reconociendo las raíces socioculturales y religiosas de estas personas en pueblos latinoamericanos, la Iglesia en los Estados Unidos y Canadá, podrá responder pastoralmente a este nuevo desafío. En este sentido, urge una mejor preparación y sensibilidad de los ministros y todos los agentes pastorales.
Estas consideraciones, señalan que la reforma sinodal de toda la Iglesia, en la complejidad de sus diversas instancias, y en fidelidad creativa al espíritu del Concilio Vaticano II, constituye un presupuesto ineludible para concebir la vida, la misión y la teología de las comunidades eclesiales. Como teólogas y teólogos ibero-latino-americanos, apoyamos con esperanza y colaboramos con el proceso de reforma de mentalidades y estructuras impulsado por el actual Obispo de Roma.
El Pueblo de Dios es una comunidad de discípulos misioneros llamado, en una dinámica de salida y donación, a testimoniar y anunciar el Evangelio bajo la guía del Espíritu Santo. Sólo una institución espiritualmente más evangélica, teológicamente más consistente y pastoralmente más abierta a la diversidad sociocultural y religiosa, podrá responder al desafío de trabajar por la justicia, la paz y el cuidado de la casa común, desde una genuina atención a los más pobres y excluidos de nuestra época.
María, sobre todo en la imagen y el nombre de la Virgen de Guadalupe, Patrona de América, acompaña nuestro caminar.

Primer Encuentro Iberoamericano de Teología; Realizado del 6 al 10 de febrero de 2017 en el Boston College Boston, Massachusetts
Coordinadores: 
Rafael Luciani (Venezuela), Carlos María Galli (Argentina), Juan Carlos Scannone SJ , (Argentina), Félix Palazzi (Venezuela).  
Firmantes:
Omar César Albado, Virginia Raquel Azcuy, Luis Aranguren Gonzalo, Phillip Berryman, Agenor Brighenti, José Carlos Caamaño, Víctor Codina SJ, Harvey Cox (invitado), Emilce Cuda, Allan Figueroa-Deck SJ, Mario Ángel Flores, Carlos María Galli, Roberto Goizueta, José Ignacio González Faus SJ, Gustavo Gutiérrez OP, Michael E. Lee, María Clara Lucchetti Bingemer, Rafael Luciani, Carmen Márquez Beunsa, Carlos Mendoza-Álvarez OP, Patricio Merino, Félix Palazzi, Ahída Pilarski, Nancy Pineda-Madrid, Gilles Routhier, Luis Guillermo Sarasa SJ, Juan Carlos Scannone SJ, Carlos Schickendantz, María del Pilar Silveira, Jon Sobrino SJ, Roberto Tomichá FM-Conv, Pedro Trigo SJ, Gabino Uríbarri SJ, Ernesto Valiente, Olga Consuelo Velez, Gonzalo Zarazaga SJ

sábado, 21 de enero de 2017

Misión y culturas


Misioneros de la Consolata: consagrados para la misión
“Sí a las relaciones nuevas que genera Jesucristo”

“Hoy... sentimos el desafío de descubrir y transmitir la mística de vivir juntos, de mezclarnos, de encontrarnos, de tomarnos de los brazos, de apoyarnos, de participar de esa marea algo caótica que puede convertirse en una verdadera experiencia de fraternidad … Si pudiéramos seguir ese camino, ¡sería algo tan bueno, tan sanador, tan liberador, tan esperanzador! Salir de sí mismo para unirse a otros hace bien...” (87).
Un hecho de vida
Eran las 21.18 del Miércoles 26, en la intimidad de mi cuarto, en Roma, dialogaba con migo mismo y me aplicaba gel de sábila en todo el cuerpo, mientras le agradecía a la misma planta el alivio que me deparaba.
 
La soledad me envolvía en un silencio dialogante entre el Creador que me regalaba la sábila, cultivada en el jardín de mi casa por Cris, emigrante filipino que vino en Europa buscando una vida mejor, la sábila y yo que interactuábamos, amándonos, en el sueño común de la salud integral.

De pronto un movimiento nos interrumpió. La cama se conmovió, los cuadros de la pared comenzaron a temblar. Terremoto, pensé. No es el primero, me dije. Desnudo como estoy, no voy a salir. Sentado, con miedo de caer, alce mis manos a lo alto y exclamé: en tus manos estoy, espero en ti, buen Dios! Un suspiro con pregunta exhalé: por qué tiemblas “madre tierra”?
 
Una respuesta a mi pregunta llegó al instante por Internet. El Corriere della Sera informaba de un terremoto de magnitud 5.4, a las 19.11 de la tarde, con epicentro en la provincia de Macerata, al centro de Italia, cuya réplica de magnitud 6.2 sentí yo, dos horas más tarde, a las 21.18.
 
Esta respuesta informativa, que casi culpaba la tierra del atropello a la población y al patrimonio cultural de una linda y antigua región, en nada se refirió al “gemido”, al dolor de la tierra, ni al aullido lastimero y alertador de los perros, que también sufren, mientras esperan la liberación, como nos lo recuerda San Pablo en la Carta a los Romanos 8,13-23.
 
Las redes de la comunión se activaron inmediatamente desde las Filipinas, Corea del Sur, el Kenya, Angola, Mozambique, Colombia, Brasil, México, Estados Unidos, Sydney, España, Portugal y otros lugares más: cómo estas? era la pregunta general; Bien! me venia espontáneo; Gracias a Dios! fue el coro final. Continuaron los intercambios de palabras, videos y fotos, hasta que el sueño me arrulló en la noche, a la espera del nuevo sol.
 
Nosotros los humanos somos “terrano” (nuestra identidad)
Cada uno de nosotros habita el presente en diferentes lugares, como persona hecha de tierra, “terrano” (Faustino Teixeira), impulsado o frenado por su pasado que lo debemos asumir con gratitud y atraídos u ofuscado por su futuro que lo debemos abrazar con esperanza, si no queremos sucumbir.
 
Nuestra existencia personal, como la de Jesús y la de María, está preñada de soledad (identidad) y a la vez de compañía (relacionalidad), culturalmente tejida, tal y como lo entiende el magisterio de la Iglesia en AmerIndiaAfroLatina, apoyada en el Concilio Vaticano II y la Exhortación apostólica Evangelii nuntiandi nn. 18 y 20: “Con la palabra 'cultura' se indica el modo particular como, en un pueblo, los hombres cultivan su relación con la naturaleza, entre sí mismos y con Dios” (GS 53b) de modo que puedan llegar a “un nivel verdadera y plenamente humano” (GS 53a). Es 'el estilo de vida común' (GS 53c) que caracteriza a los diversos pueblos, por ello habla de 'pluralidad de culturas' (GS 53c) y no de 'la cultura' (cfr. DP 386).
 
La cultura, entonces, como estilo y proyecto de vida de pueblos o grupos sociales, remite siempre a identidades especificas, humanamente construidas y constructoras a su vez de humanidad. No se pueden diluir en una pretendida cultura universal, impuesta por la globalización de capitales, tecnologías y comunicaciónes, sin sujeto ni corazón. La “comunidad de vida” (cfr. Carta de la tierra) necesita de las culturas para no morir y de la interculturalidad para el “buen vivir” o “Sumak kawsay”, que en Quechua significa “la plenitud de vida en comunidad, junto con otras personas y la naturaleza”.

Culturas tejidas por “terranos”
Personalmente me gusta la tarea y la técnica del tejer, aunque en mi mundo cultural (Aguadas) no la pude aprender porque era cosa de mujer. No se conversaba entonces sobre relaciones de genero. El tejer, que puede ser manual o industrial, es siempre tarea delicada, artística, estética y ética. Más aún el arte de tejer relaciones vitales para la vida.
 
El Papa Francisco, artista de relaciones, nos propone la luz del Señor Jesús para esa misión de tejer nuevas relaciones, Sol naciente que nos viene a visitar: “por la entrañable misericordia de nuestro Dios, (…) para iluminar a los que viven en tinieblas y en sombra de muerte, para guiar nuestros pasos por el camino de la paz” (Lc 1, 78-79).

Les propongo que como Misionero de la Consolata, que tejamos las “nuevas relaciones” en la tela de cada cultura, con la guia de la maestra Consolata, que nos remite siempre a Jesús, ese Sol que está en sus brazos y en su nombre de ConSOLata. Ella, la madre de la ConSOLación, nos indica con su mano el Hijo, Sol generado en su vientre para iluminar, calentar, energizar y purificar las relaciones nuevas, en éste “hoy” planetario, que re-liga lo personal, lo social, lo ecológico y lo espiritual.
 
Reflexionando la teología de la ConSolación, mientras contemplamos el cuadro de la ConSolata, podemos alimentar nuestra espiritualidad misionera para seguir tejiendo las nuevas relaciones, al servicio de una vida integral digna y de calidad.

La ConSolata, un SI a las nuevas relaciones
El mismo nombre ya nos las sugiere, pues tanto la expresión dialectal piamontesa “Consolà”, como su correspondiente italiana “Consolata”, como participio pasado, de genero femenino, del verbo latino consolor, consolar, contiene en sí misma significado pasivo, “aquella que es consolada” y activo “que consuela”. Esto por la transitividad activa, pasiva y refleja del verbo consolar y porque su sustantivo consolación indica, al mismo tiempo, el efecto de consolar y el estado de quien es consolado y de quien consuela. Se trata pues de un movimiento personal (yo consuelo y me consuelo) y al mismo tiempo social, recíproco, de ida (yo consuelo) y vuelta (soy consolado), de intercambio. Cum-solus, “estar con”, es exactamente la función de la consolación, ser compañía del otro en su soledad, sin dejar de acompañar la propia soledad: amar a Dios y al prójimo como a sí mismo (Mt 22,39, Lc 10,27), como lo ha hecho Jesús (cfr Jn 13,34).

María ConSolata en sus relaciones:
  • Con sigo misma: permanece sola, pero con, en la presencia (compañía) de sí misma, en su identidad personal y cultural de mujer judía, en honesta relación con José: “mi espíritu se alegra en Dios mi Salvador, porque ha puesto los ojos en la humildad de su esclava. Por eso desde ahora todas las generaciones me llamaran bienaventurada (Lc 1, 47-48).

  • Con el Otro: permanece sola, pero con, en la presencia (compañía) del Dios de sus antepasados (el Otro, trascendente), atenta, humilde, creyente, abierta a la vocación, dispuesta a la misión, feliz: “Te saludo, llena de gracia, el Señor está contigo… Dichosa tu que has creído” (Lc 1, 28. 45).
Para vivir esta dimensión religiosa y espiritual de nuestra identidad relacionada, en el día a día, nos apoyamos en el Voto de Obediencia, entendido como disponibilidad para escuchar la voluntad de Dios, discernimiento personal y comunitario, con actitud de fe orante, para clarificarla, libertad para vivirla y testimoniarla.
  • Con los otros: permanece sola, pero con, en la presencia (compañía) de los “otros” (diferentes e iguales), pronta a salir e ir al encuentro de personas individuales que buscan generar vida en medio a las dificultades: “en aquellos días María se puso en viaje hacia montaña… entrando en la casa de... permaneció con ella cerca de tres meses...” (Lc 1, 39); de familias o grupos en fiesta: "se hicieron unas bodas en Caná de Galilea y estaba allí la madre de Jesús...” (Jn 2, 1); de personas, comunidades o pueblos martirizados, crucificados, victimas de las diferentes violencia: “estaban junto a la cruz de Jesús, su madre...” (Jn 19, 25); de comunidades de fe, atemorizadas ante los peligros de las persecuciones religiosas: “Regresaron a Jerusalén... Estaban Pedro... junto con… María, la madre de Jesús...” (Hech 1,12-14).
Para vivir esta dimensión social de nuestra identidad relacionada, en el día a día, nos apoyamos en el Voto de Castidad, entendido como disponibilidad para salir de nosotros mismos e ir al encuentro de los otros o para dejarnos encontrar de ellos, revisión permanente de nuestra dinámica afectiva y libertad para amar, crear fraternidad local y universal.
  • Con el mundo-ambiente: los cristianos han identificado a María con esa Mujer “vestida de sol, con la luna bajo sus pies y una corona de doce estrellas sobre la cabeza”, que en Ap 12 viene presentada como “signo” del pueblo de Dios que, confiado en la providencia divina, sufre y padece los dolores de parto de cada día, en la dura tarea de dar a luz un mundo en el cual reine el amor. Los cristianos amerindios han percibido en ella la dimensión femenina de la divinidad y la han identificado con la Pachamama, expresión aymara y quechua de la fuerza vivificante de Dios madre, que cuida de sus hijos y sufre cuando es maltratada y explotada. Así viene venerada como la Virgen del Cerro en Potosi – Bolivia, como la Morenita del Tepeyac mejicano, Virgen de Guadalupe que visitó la Patria Grande latinoamericana, con el Sol de la conSOLación en su vientre: “¿Por qué tienes miedo, acaso no estoy yo aquí que soy tu Madre?” (Nican Mopohua).
Para vivir esta dimensión económica y laboral de nuestra identidad relacionada, en el día a día, nos apoyamos en el Voto de Pobreza, entendido como “cuidado” de toda la creación, laboriosidad con los “dones” que el Padre Dios nos ofrece a través de la Madre tierra, administración trasparente de los bienes y del dinero, libertad para el uso y la solidaridad con los más pobre y necesitados. 
 

jueves, 22 de diciembre de 2016

Feliz Navidad!

Al ritmo del tiempo

Entre 
                          auroras y amaneceres

                                                                                                ocasos y atardeceres                                  
 La noche más larga del año (solsticio de invierno)

En el hemisferio norte marca el fin del Otoño y el inicio del INVIERNO. 
Para casi todos los Cristianos en el mundo, ésta es la última semana de Adviento, 
que antecede a la Navidad.

 Virgen de Guadalupe, "morenita" del Adviento en Amerindia

Ayer, como hoy
 "Por la entrañable misericordia de nuestro Dios, nos visitará el sol que nace de lo alto, para iluminar a los que viven en tinieblas y en sombra de muerte, para guiar nuestros pasos por el camino de la paz" (Lc 1,78-79)
 "Bienaventurados los que lloran porque serán consolados" (Mt 5, 5).

"Venid a mí todos los que estáis cansados y agobiados y yo os aliviaré.
Cargad con mi yugo y aprended de mi que soy manso y humilde de corazón
y encontrareis vuestro desanso"
(Mt 11,28)
 Los Profetas anunciaron
Será 'luz de las naciones'
 (Isaías 49,6)

Jesus lo asumió 
"Yo soy la luz del mundo;
 el que me sigue no andará en tinieblas,
 sino que tendrá la luz de la vida" 
(Jn 8,12)

Los discipulos lo testimoniaro
“Os transmití en primer lugar lo que a mi vez recibí:
que Cristo murió por nuestros pecados, según las Escrituras,
que fue sepultado y que resucitó al tercer día según las Escrituras,
que se apareció a Cefas y luego a los doce...
(1 Cor 15,3-5)

Jesus está vivo! Dios lo resucitó!
(Hch 2,32) 

Nosotros creemos
y
Buscamos la LUZ para caminar 

Felices fiestas con el Emmanuel!